Geriatria

Prepare-se para enfrentar a velhice do seu amiguinho.

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Os anos passam muito mais rápido para os cães e gatos. Levando-se em conta que a vida média desses animais é 12 anos e quanto maior o tamanho desses animais menor é o tempo médio de vida, podemos dizer que aos 7 ou 8 anos, eles começam a envelhecer.

Existem animais que podem viver muito mais do que a média. Alguns cães chegam aos 18 ou 20 anos que é muito mais comum nos gatos. Nesses casos, existem 2 fatores envolvidos que justificam essa longevidade: predisposição do organismo e os cuidados que ele receberá quando começar a envelhecer.

O dono deve ficar atento e conhecer as doenças que podem acometer seu animal a partir dessa idade. Com isso, ele poderá preveni-las ou diagnosticá-las a tempo do animal receber o tratamento adequado. Isso certamente prolongará a vida de muitos.

  1. Calcificações nas vértebras da coluna (“bico de papagaio”), hérnia de disco e artrose:

É muito comum em cães e gatos idosos e principalmente obesos. O animal pode começar a mancar e ter dificuldade de pular ou subir em locais mais altos, como um sofá, devido às dores. O quadro pode progredir e o animal passa a ter incoordenação nos membros (cruza as pernas traseiras ao andar), não consegue mais se levantar, urina e defeca em qualquer lugar (incontinência) e até paralisia. O desgaste das articulações (artrose) também é comum nessa idade.

Consulte seu veterinário sobre os métodos de diagnóstico e tratamento dessas alterações. Hoje em dia a prevenção é extremamente importante e as terapias complementares como acupuntura e fisioterapia estão dando ótimos resultados no tratamento.

  1. Doenças do coração:

Uma grande porcentagem dos cães idosos tem alguma alteração cardíaca, principalmente nas válvulas do coração. Muitos animais compensam essas disfunções e vivem bem, sem sinais clínicos. Outros apresentam sinais claros de cardiopatia, mas o dono não sabe reconhecer. Cansaço além do normal durante os passeios, tosse que pode ser confundida com um engasgo após exercícios, ofegação e língua arroxeada após uma situação de excitação, são sinais de um cão cardiopata.

Nesses casos o animal deve ser encaminhado a um veterinário que indicará o melhor exame complementar para aquele caso e com base nesse e no exame físico do animal indicar o melhor tratamento.

  1. Catarata:

A catarata é uma condição em que o animal vai perdendo a visão gradativamente. Quando observado à luz, percebe-se no olho do animal algumas manchas esbranquiçadas. Com o passar do tempo, a catarata evolui e o animal passa a não enxergar, já que o cristalino está totalmente opaco e o animal tem os olhos bastante esbranquiçados. Algumas raças são predisponentes e nessas a catarata pode aparecer precocemente. Esses animais devem ser encaminhados a um veterinário pois o glaucoma pode surgir acompanhando a catarata, e esse causa uma dor terrível.

Hoje já são realizadas cirurgias dando ao animal uma melhor qualidade de vida.

  1. Doença renal crônica

Muito comum nos felinos, é quando o rim perde a sua capacidade de selecionar o que é bom ou mau para o organismo e não consegue mais reter a água, temos um quadro de doença renal. Os sintomas mais comumente observados são emagrecimento, ingestão exagerada de água, urina em grandes quantidades, perda de apetite, vômitos e apatia.

Esses velhinhos devem fazer exames de rotina pelo menos uma vez ao ano, por ser uma doença que leva o animal a morte uma vez que o rim, que é considerado “o filtro do organismo” perde sua função, e se diagnosticada a tempo, o animal pode ter uma sobrevida grande desde que alguns cuidados sejam tomados.

  1. Piometra:

Cadelas idosas que apresentem sinais de perda de apetite, vômitos, aumento súbito do volume do abdômen, corrimento vaginal intenso e apatia, devem ser encaminhadas ao veterinário imediatamente. A piometra é uma infecção uterina que acomete cadelas idosas.

  1. Tumores:

Nem todo tumor é um câncer. Nas cadelas, o tumor mais comum é o mamário. Tumores de mamas são frequentes e podem ser percebidos facilmente pelos proprietários como um ou vários nódulos nas mamas das cadelas. A biópsia ou a citologia aspirativa e o exame histopatológico são sempre indicados antes e após a remoção de qualquer tumor respectivamente. Todo nódulo que aparece em um cão, idoso ou não, deve ser avaliado pelo veterinário. O diagnóstico precoce pode salvar ou prolongar a vida de um animal com câncer. Nos felinos os linfomas e fibrossarcomas são muito mais comuns e os sintomas mais difíceis de serem percebidos por tanto devem ser levados a um veterinário pelo menos uma vez ao ano para uma avaliação mais precisa.

  1. Diabetes:

Ela pode aparecer em qualquer cão ou gato. Os idosos e/ou obesos podem se tornar diabéticos. Um diabético torna-se magro, embora coma muito. Bebe água exageradamente e urina demais. É comum termos um quadro de catarata associado.

  1. Perda dos dentes:

É algo que o dono pode e deve prevenir. A perda de dente acontece principalmente pelo acúmulo de tártaro. Os animais devem ser avaliados anualmente desde jovens, e a prevenção e/ou remoção do tártaro (quando necessário) devem ser feitos. Quando o dono percebe que a boca do seu animalzinho cheira mal, é hora de visitar o veterinário. O ideal é fazer a prevenção. Muitas vezes, quando é feita a limpeza de tártaro, muitos dentes já estão perdidos. Alimentar o animal com ração seca pode ajudar a prevenir o tártaro, além de outras medidas como a escovação diária.

  1. Alimentação

Hoje em dia, existem no mercado diversas rações específicas para animais velhinhos, são as rações “sênior”. Deve-se ter um cuidado especial com os gordinhos, as rações light devem ser introduzidas nesses casos.

 

Qualquer dúvida entrem em contato com um veterinário para que outras dúvidas sejam esclarecidas! Hoje em dia a geriatria é muito importante!